A profundidade e a largueza no abstrato são indefiníveis.

Indefiníveis como a mistura de matizes em uma aquarela.

Aquarela com cores manipuladas pelas minhas mãos,

Mãos que me ajudam a criar uma imagem invisível.

Invisível, intangível, indecifrável ser.

Ser nas mais infinitas dimensões possíveis desse verbo de ligação.

Ligação entre um sujeito a se definir, eu e um predicado a ser construído.

Construído e desconstruíndo, inconformadamente, a mim próprio e tudo o que fiz.

Fiz o que achei importante, fiz o que achei necessário e difícil.

Difícil, na verdade, quase impossível, admitir: o passado é, até no mal, fertilizante para o futuro.

Futuro meu e do outro, futuro de quem ama ao meu ser.

Ser, que, como diz o Carlinhos Queiroz, é o Bastante

 

Edney Melo

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