Aí o Eterno chamou a Samuel pela terceira vez. Ele se levantou, foi onde Eli estava e disse: – O senhor me chamou? Estou aqui. Então Eli compreendeu que era o Eterno que estava chamando o menino e ordenou: – Volte para a cama e, se Ele chamar você outra vez diga: Fala, ó Eterno, pois o teu servo está escutando.
I Sm 3.8,9 (Linguagem de Hoje)

Algumas pérolas bíblicas somente são encontradas em entrelinhas de determinadas traduções. É o caso deste texto. Aqui, encontramos uma lição profunda sobre o encontro entre Deus e o homem.
Em um quarto estava Eli, um velho profeta acostumado a ouvir Deus falar e sabedor dos valores que o povo de Israel estava abandonando. Era um Pai ruim, um juiz meio relapso, mas sabia discernir quando Deus estava querendo se comunicar. No outro quarto estava um menino de apenas 12 anos que não tinha a mínima idéia do que estava prestes a viver. Jamais saberia que seria o último juiz de Israel, que ungiria dois reis, e, muito menos que um desses reis teria como descendente o Messias esperado.
O que salta aos meus olhos nesse texto é a simples sentença: “… o Eterno … chamando o menino.” È incompreensível o amor de Deus. Como poderíamos imaginar que Ele estaria disposto a falar com um menino de 12 anos? O Todo-Poderoso, o Deus Altíssimo, Aquele que é maior do que o tempo, falava com um menino. O senhor que não conhece o tempo como barreira chamou por 3 vezes aquele pré-adolescente.
Nunca questione quando o Senhor começar a trabalhar em quem você menos espera. Para Ele os limites não são iguais aos nossos. Mesmo sendo um Deus tão Grande (aliás, Ele é maior do que a própria vida), está disposto a investir todas as suas fichas em mim e em você, meros mortais, pequenos e cheios de defeitos. Ele sabe o que está por vir. E fará proezas.
A parte dEle foi chamar, a de Samuel foi dedicar-se integralmente. Se fizermos o mesmo, soubermos quem está nos chamando e quem somos, não haverá limites para tudo o que Sua mão realizará a partir de nós.

Sabendo que o investimento de Deus não é em vão,

EDNEY MELO

P.S. Esse é um texto de uma década atrás.

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