Quanto mais o tempo passa, mais percebo o quanto todos ao meu redor, por mais que as marcas da idade teimem em se expor, têm uma necessidade silenciosa, secreta, que igualmente se estabelece e se arraiga: uma profunda vontade de poder segurar a mão de alguém, que esteja caminhando ao lado, de preferência, acima de si. Não queremos nos autonomizar, independer, “jornadamos” em direção ao útero de onde saímos.

A promessa de Jesus, quando dissera que deixaria seus discípulos, por causa de sua partida ao encontro do Pai, era de que viria outro Consolador, alguém substituiria sua companhia. Deus Pai se preocupou em afirmar sua presença por todo o Velho Testamento. Ele conhece nossa necessidade de ter um “Para Sempre ao Lado”. Como que, ao invés de tornarmo-nos livres, solitariamente, ficamos cada vez mais dEle.

No Antigo Testamento, o Pai tinha a sua presença estabelecida em uma Arca de madeira dentro de um prédio em um monte. Na Nova Aliança, o Senhor Espirito Santo vem viver em nosso coração, a ponto de podermos ser cheios Dele. Mais próximo seria impossível. E, ao final de tudo, ainda Deus nos levará para perto de si, reunindo toda a a família ao seu redor.

Precisamos responder à seguinte pergunta: Como tudo começou entre nós e o Querido Senhor? E, decorrentemente à essa primeira: Esse encontro está se aprofundando? Na verdade, estamos indo em direção à dependência de Deus, com a qual precisamos nos reconciliar.

Depender de Deus tem sido uma frase deturpada pelo nosso adversário. E nós aceitamos. Nascemos para ser dependentes de Deus. Para algumas questões, nunca deveríamos ser autônomos. Quanto mais autônomos, mais solitários. Quanto mais formos dependentes de Deus, pelo seu Espirito, mais aprenderemos o que Ele quis dizer, quando deixou escrito: “Não impeçais vir a mim as criancinhas. Das tais é o Reino dos Céus.” Desimpeçamos as crianças que temos em nós. São elas que entrarão pelas portas dos céus, segurando, firmemente, na mão de seu Irmão mais Velho, o Primogênito, Jesus, para, eternamente, estar com o Maravilhoso Pai.

Por Jesus e pelo Seu Reino,

Edney Melo

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