Quem não quer dar certo na vida? Qual é o paciente, com doença grave, que não anseia por melhora? Qual a pessoa que, ao atravessar uma avenida movimentada, não se imagina do outro lado da calçada? Ninguém vive sem um mínimo de senso de futuro, de objetividade, de alcance. Nossos pés foram feitos para nos levarem para frente. Mesmo quando crianças, nos primeiros passos, caindo ou trôpegos, PRECISÁVAMOS ir.

Para nos dar respaldo para não desistirmos na nossa jornada, mas sempre continuar, indo, Jesus sempre foi muito claro. Parecia uma necessidade a ser suprida. O Senhor nunca deixou seus discípulos sem determinadas certezas. Quando eles ficaram tristes, por causa da sua iminente partida, o que poderia trazer uma sensação de abandono, Ele garantiu que teriam Um que fora chamado para ficar ao lado, da mesma natureza que Ele mesmo, o querido Espirito Santo. Quando, após ressurreto, estava para ascender aos céus, deu outra garantia: que estaria com eles até a consumação dos séculos. E depois de sua partida, um anjo disse aos mesmos discípulos, que O veriam retornar da mesma forma como O viam partir.

Para vivermos bem nosso cristianismo, precisamos ter algumas questões resolvidas, para abalisar nossos ideais, nossos projetos, nossos sonhos, nossa conduta, nosso caráter, nosso trabalho em nossas igrejas. A certeza da volta de Jesus é um lastro para tudo o que venhamos a construir para o Reino de Deus, agora, e daqui adiante. Encarar a nossa própria vida com clareza, tem a ver com a forma como o próprio Jesus trazia, sempre, suas orientações. Ele nunca foi de meias palavras. Uma de suas máximas: “Sim, sim, não, não, o que exceder a isso é maligno”.

No entanto, a distância entre a proclamação de uma promessa e o seu cumprimento, quase invariavelmente, produz ansiedade. Se recebemos algum tipo de promessa, qualquer que seja, geralmente, ficamos nervosos, roendo as unhas, ou com qualquer outro tipo de sinal de ansiedade, até o seu cumprimento. O tempo não importa. Ansiedade é ansiedade, independentemente se esperamos, minutos ou anos. Assim também tende a ocorrer conosco, no que se trata da Segunda Vinda e a nossa condição de a esperarmos. Somos ansiosos e caímos na armadilha de tentar interpretar o que não nos cabe, na ilusão de antecipá-la, ou, simplesmente, explicá-la.

Eu corro em uma ciclovia perto da minha casa. Faço o trajeto, dependendo do dia e de quem corre comigo, de 8 a 10Km. Sempre a metade para ir e a outra para voltar. A volta, obviamente, é mais difícil. É quando eu emprego mais velocidade. Nesse momento do percurso, encontro duas curvas. A maior é a primeira. A ansiedade para chegar, faz com que eu tenda imaginar que ela é a última curva – exatamente por ser tão íngrime. Mas, ao ser percorrida completamente, vejo que ela não é o final da jornada. Há outra, a verdadeira ultima curva, logo em seguida a ela. Então, o desânimo tenta atingir. As pernas ficam pesadas, o fôlego mais ofegante, pela decepção de não ser o final da corrida. Eu, já estou acostumado, mas já perdi alguns companheiros, que desistem de continuar correndo, exatamente nesse trecho.

Esperamos a Segunda Vinda do Senhor Jesus há dois mil anos. A tendência de cada um de nos é achar que esta demora demais, que o Seu Retorno está sendo adiado, ou, como alguns pensam, Ele sequer voltará. Não devemos perder o foco. Não podemos perder a certeza. Ele vira exatamente no tempo que deve vir. Chegara para nos içar desse planeta, para construir uma fase jamais vivida pela humanidade, conosco ao Seu lado. “Como a alva Sua Vinda é CERTA”!

Esse valor que exponho, aqui, engloba todas as nuances de nossa existência. Vamos em frente, sempre. Quando parecer que demora demais, e ficarmos entristecidos, quando acharmos que deveria ser o fim de nossa espera, não esmoreçamos. Respiremos fundo, apertemos o passo e sigamos em direção ao alvo. É somente mais uma grande curva a ser percorrida. Não existe corrida sem linha de chegada. Não existe dor que não passe, não existe espera que não termine.

Ele está nos conduzindo, nos guindo para Si mesmo. Vale a pena esperar. Vale a pena trabalhar por Ele e pelo Seu Reino. Ele nunca deixou de cumprir nenhuma de suas promessas. Ele é fiel.

“Assim como o relâmpago, que sai do Oriente e se mostra no ocidente. Assim há de ser a Vinda do Filho do Homem”.

Por Jesus e pelo Seu Reino,

Edney Melo

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