A principal marca, percebida pelos outros, de que estamos amadurecendo, geralmente, tende a ser a perda da ousadia irresponsável, da inconsequência, da precipitação. Quando um de nossos jovens começa a demonstrar que está se tornando mais lento nas repostas, mais articulado nas posições, ou silente diante dos desafios que enfrente, facilmente, identificamos que este está deixando de ser criança.

Acontece,, entretanto, um efeito colateral, que, se não tivermos cuidado, pode nos condenar, definitivamente, a uma vida inconsistente, opaca, medíocre: a substituição gradativa do receio puro e simples de tomarmos decisões erradas, pelo medo do fracasso, que cresce tanto, que chega a nos paralisar. Como a esclerose múltipla que, lentamente, faz com o organismo entre em falência, gradativa, até a sua completa paralisação.

A alma também envelhece. E ela não deveria. Jesus falou sobre as crianças. Disse que são elas as donas do céu. Somos tão analíticos e frios em nossa interpretação bíblica, que perdemos uma liberalidade bonita com a qual deveríamos ler determinados textos. Somente se formos crianças, olharmos a vida como elas, entraremos nos céus. Elas são simples, objetivas, verdadeiras às ultimas consequências, e têm uma ousadia descomunal. E é essa ultima a primeira que perdemos quando o tempo começa a passar.

Ao amadurecermos, aprender a administrar nossos medos não significa perder a ousadia. Podemos manter, durante toda a nossa vida, o olhar em direção ao alto, aquele ímpeto que nos levava a subir muros e arvores, simplesmente pelo valor de conquistar, de ir alem, de aprender, de ter novas experiências. Servir a Jesus é uma aventura incomparável. Aprender a abandonarmo-nos nos braços do Pai não é irresponsabilidade. É, na verdade, cumprir o que Jesus fala sobre ser como a mais terna criança.

Um conselho para toda a vida: volte a olhar para ela como você olhava antes do receio se transformar em medo de ousar, e. este trazer paralisia. Deixe o Espirito Santo levar-lhe, como as pipas que sobem cada vez mais alto, sob o vento, nas mãos de meninos, cuja única preocupação é saber de que direção vem o vento. O vento de Deus quer soprar, dando a direção para cada um, que, sem medo, tem o olhar restaurado pelo Senhor, para, como as crianças, tomarem posse do Reino dos Céus.

“O Vento sopra onde quer… assim, é todo aquele que é nascido do Espirito” e que tem a coragem de acreditar e ousar, como uma criança.

Por Jesus e pelo Seu Reino,

Edney Melo

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