Chega! Tomar posições ambíguas, em nome de orientações, como o que deve ser politicamente correto, um discurso por uma humanidade mais compreensiva e tolerante, ou que concatene pensamentos religiosos comuns, que produzam a busca por uma paz que não modifique, mas apenas tolere, isso tudo eu não quero para mim, se isso começa a afetar a minha trajetória e tira a minha identidade. Chega! Não quero abrir mão de minha própria caminhada. Perder minha visão a respeito do Rei Jesus e do que significa a Sua relação transformadora do indivíduo, de grupos sociais e da própria história, em função de um amor irreal, disso, eu abro mão, definitivamente. Quero arvorar uma bandeira diferente.

Eu quero ter o direito de amar o próximo a ponto de querer que ele mude. Eu também quero mudar. Mas quero mudar para ser semelhante a um Jesus que não permitia que os Seus continuassem como eram, reproduzindo, quer uma cultura religiosa nefasta, no caso da dos fariseus, hipócritas, que se consideravam acima de qualquer um, quer reproduzindo um modo de vida que as tornasse indignas, como os publicanos e as prostitutas. Ninguém continuava o mesmo após ter contato com Ele. Ele era claríssimos em suas orientações: “Vós sois o sal da terra… Sem sabor para NADA presta”, ou para a mulher adúltera: “Vai e não peques mais!”. Como se sempre estivesse levando, quem quer tivesse contato com Ele, a uma sempre inconformismo. Sempre há mudança ao Seu lado.

Por que precisamos rever nossos conceitos, reavaliarmos nossa caminhada e os que pretendemos tolerar, não? Uma campanha da Benetton, recente, produziu um barulho sem precedentes e pode até, segundo alguns analistas de mercado, prejudicar sua imagem e suas vendas ao redor do mundo, ao colocar líderes mundiais religiosos e estadistas se beijando na boca, sob o pretexto de promover a paz. Sou definitivamente contra isso. A Paz mundial nunca acontecerá através de uma simplória visão de amor entre os diferentes. A palavra diferente em si, já promove identificações, individualizações, distinções.

Ninguém poderia dizer que Jesus lutava por alguma causa. Jesus não estava a serviço de uma espécie de Jew Way of Being, nem pela causa das prostitutas, para que se organizassem em sindicato. Não acredito que, se Jesus estivesse aqui, lutaria pela causa dos homossexuais. Ele os transformaria, como a todos que abriram seus corações para o Emanuel. A compreensão de que o mundo pode ser melhor, com uma humanidade, quanto menos divina, mais homogênea, autônoma de Deus, mais cumprimos o Seu propósito, distancia o homem de uma vida mais misteriosa, ou mística, como queiram. Se Deus é invisível, como uma entrega, cada vez maior a valores visíveis e racionais, nos aproximaria dEle? Deus é Espírito, a relação de intimidade com Ele deve ser, também, íntima, pessoal e profunda. Essa relação interior é que transformará minhas relações com o outro e com o futuro da terra, que somente será possível quando Ele assumi-la, conosco a Seu lado.

Toda tomada de posição é excludente em si. A igreja precisa ter coragem de admitir, não que é dona da verdade, mas que está a serviço dela. Temos que voltar à Bíblia, às Escrituras. Como o proposto por Martinho Lutero, que a traduziu para o alemão coloquial, para qualquer um ter acesso a ela. E por mais que os estudiosos a tentassem, ou tentem, hoje, interpretá-la, criando correntes, linhas teológicas, é absoluta, pura e, plenamente capaz de mudar o homem e tudo ao seu redor.

Eu confesso: Não pertenço à essa lógica humanizadora, que independe e distancia o homem e a mulher de Deus. Eu não quero mais ter que responder questões a pessoas que não querem minha opinião para serem melhores, mas somente para alimentar polêmicas de cunho aparentemente acadêmico, a serviço de uma pseudo-intelectualidade. Os mais importantes e elevados valores do mundo estão na simplicidade do olhar, quase infantil, que chama Deus de Pai e Jesus de Senhor.

Espero que alguém concorde e lute comigo.

Por Jesus e pelo Seu Reino,

Edney Melo

20111124-165823.jpg

Anúncios