Lucas 14:31 – “Ou, qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil?
Lucas 14:32 – Se não for capaz, enviará uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, e pedirá um acordo de paz.

Depois de tornar as decisões mais difíceis de minha vida, estive com um amigo que me disse: “Edney, é mais difícil decidir mudar de trajetória e enfrentar as consequências, do que manter a jornada, como todos esperam.” Isso foi extremamente desconcertaste para mim. Meus medos, minhas inseguranças, meus terrores sempre pintaram para mim que recuar é um sinal de fraqueza. Apesar do contexto do texto acima ser a avaliação dos custos quando se pensa em abraçar o Evangelho, como sempre o Senhor Jesus extrapola o simples foco obtuso e difunde o meu olhar.

É preciso ter coragem para admitir que é melhor estender a bandeira branca do que fingir uma fortaleza inexistente e derramar sangue inocente – por causa de brios e orgulhos. A estratégia sugerida por Jesus cria um hiato na nossa forma de comparar covardia e coragem, sucesso e fracasso. A qualquer custo ter que fazer o que qualquer um espera, geralmente, faz com que, inevitavelmente, alguém perca. Cabos de guerra estão sendo empunhados por nós a cada minuto, enquanto não aceitamos admitir perder. E vem aí uma boa pergunta: o que é perder? Àquela altura, na alegoria de Jesus, perder significaria sobreviver, ter mais tempo para ir em frente, descobrir outras possibilidades de vitoria.

Para o exercito que recebeu a rendição, seu inimigo admitiu sua superioridade e se declarou vencido; já para o exercito que se rendeu, respirou aliviado, por não perder nenhuma vida. Mesmo com o futuro incerto, a leveza e a paz, trazidas pela admissão da completa falta de condição de ir em frente, eram muito mais importantes do que uma falsa imagem de força e belicosidade.

“Há tempo para tudo…”, Inclusive para desistir e recomeçar. CORAGEM!

Pelo querido Jesus e pelo Seu jeito de vencer,

Edney Melo

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