Acredito que era isso o que um certo José da Silva queria. E isso o levou à forca. Hoje, quantos Josés e Marias da Silva, hoje, exatamente hoje, não suportam mais serem vilipendiados, verem seu país sendo, à plena luz do dia, roubado, continuamente. Tenho imaginado, intermitentemente, como nosso país seria, se cada centavo roubado, fosse investido em prol de cada brasileiro… Sei que sou ingênuo. Mas não há como esconder o fato de sermos uma nação riquíssima.

O lema em Latim, traduzido por Liberdade ainda que Tardia, nascera num contexto diferente, em um païs diferente, sequer éramos uma nação, mas o poder já estava nas mãos do mesmo tipo de corja. Mesmo separados pelo tempo, o povo do Brasil de hoje e de ontem é assolado por uma peste muito pior do que qualquer doença que tenha nos atingido: horrendos governantes.

Está certo! Discursos indignadis já são rotina. O que nos falta, brasileiros, é a real disposição de produzir mudança. Eu não exageraria, criando uma falácia piegas, envolvendo martïrio e depredação. Mas um envolvimento real com a retirada desses corruptos do poder. É claro que eles estão no ponto mais alto, mas existe uma cadeia que chega às esferas mais periféricas, funcionários dos três poderes, e até policiais.

Vamos recomeçar tudo. Vamos refazer a nação. Somos um povo forte e rico. O ideal da liberdade é atual. Só que agora precisamos nos libertar de cadeias internas. Mantendo o ideal de Tiradentes vivo. Vai levar tempo e dar trabalho. Mas nossos filhos terão um país melhor do que o nosso. Creio que era o que aquele José  da Silva queria pra nós.

Edney Melo

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